segunda-feira, 12 de maio de 2008

Nossa Proposta

Propomos-nos a atuar na mudança da sociedade. Para tal, é necessário que mudemos o movimento social. O conceito que embasará nossas ações é a epidemia social, numa clara analogia com as epidemias virais. A propagação de uma doença é caracterizada pela generalização rápida e ampla de, por exemplo, um vírus. Situações parecidas com produtos que rapidamente ou de uma hora para outra viram moda.
Toda epidemia é originada de uma doença já existente, sua caracterização ocorre na rápida expansão, ou seja, no desequilíbrio de alguns fatores que a impediam de propagar-se. Portanto, a doença está num estágio de equilíbrio entre os números de novos infectados e os curados, porém a alteração de pequenos fatores pode contribuir para um desequilíbrio, resultando numa propagação mais rápida, a epidemia.
Analisando o contexto histórico mundial e brasileiro percebemos que a sociedade caminha para um maior controle da sociedade sobre o patrimônio público. Usaremos apenas um fator para exemplificar essa tendência: a internet. Mediante a rede de computadores aumentam-se exponencialmente as fontes e o acesso a informações, democratizando o conhecimento. Somente esse é um fator que pode alimentar toda uma evolução social. Percebemos também que o número de pessoas infectadas com essa consciência aumenta, mas num ritmo quase estável. Nossa função está em agir em alguns fatores para provocar o desequilíbrio, resultando numa propagação mais rápida dessa consciência, gerando uma epidemia social.
Para que sejamos eficazes em nosso intento é primordial que tenhamos clara uma nova proposta para a sociedade, um novo rumo, um ideal. Este será o cerne de nossa mensagem, o vírus que queremos que propague pela sociedade. O ponto central é a defesa do direito da sociedade sobre o patrimônio público, que pode se desmembrar de diversas formas diferentes.
Existem 3 fatores fundamentais para a propagação de uma epidemia: o agente infeccioso (o vírus, a mensagem), os hospedeiros∕transmissores (as pessoas que transmitem o vírus) e o ambiente de contágio (a comunidade). Desenvolveremos ações nessas 3 áreas.
O agente infeccioso (a mensagem) precisa ser contagiante, uma primeira experiência emocionante. Para aumentar a eficiência da mensagem é importante que ela gere um sentido pessoal, que cada um entenda o valor dela para a sua vida. E também precisa de um alto fator fixador, precisa ser clara e compreensível o suficiente para que a pessoa possa lembrar. O objetivo principal da mensagem é gerar uma ação, primeiro levar a pessoa a infectar outra, depois promover a associação destas.
O próximo fator que pode desencadear uma epidemia é o agente transmissor. Ele precisa ter potencial para transmitir a idéia e potencial para infectar o maior número de pessoas. Realizaremos uma “produção em cativeiro” de hospedeiros∕ transmissores, através da Rede dos Facilitadores. O objetivo desta é identificar, reunir, organizar e formar os agentes multiplicadores. O primeiro principal tipo de transmissor é o Comunicador. As pessoas tendem a se associar por grupos de afinidades, exemplo: local de moradia ou trabalho, interesse comum ou atividades comuns. O Comunicador transita pelos mais diversos grupos sociais, seu conjunto de amizades não é restrito a somente um grupo. O segundo tipo é o Vendedor, aquele que por se apaixonar tanto por uma idéia tem o potencial de convencer os outros. O terceiro tipo é o Expert, caracterizado por uma pessoa considerada pelos seus pares como especialista num determinado assunto e que seu principal diferencial está na vontade de ajudar o próximo com seus conhecimentos.
O terceiro fator é o ambiente de contágio, este é o conjunto de variáveis como: motivação e valores sociais.

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